Existir

Desiludida com este mundo,
Sem nunca poder desistir,
E voltar para onde pertenço,
Onde a lua me faz sorrir,
Onde a amizade me acompanha,
Daqui quero fugir,
Sem hora marcada para voltar,
Quero apenas partir,
Para poder voltar a existir!!
Tired

Farta de mentiras,
Cansada de aparencias,
Neste mundo onde os amigos não existem,
Cansei de procurá-los,
Quando apenas encontrei falsos sorrisos no rosto,
Sozinha não posso seguir...
Aqui...onde me colocaram,
Não me conheço a mim própria,
Preparada para atirar tudo para trás,
Espero que chegues...antes que eu chegue...
Ao fim deste sonho de aparências!!!
Memórias

Hoje à um pássaro que canta,
Que me traz memórias distantes,
Momentos há muito esquecidos,
A lembrança de uma felicidade perdida,
Em que as imagens se foram,
Já não estão na minha mente,
Esforço-me por encontrá-las,
Mas apenas a saudade me procura,
A saudade de algo que já não me lembro!!!
Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh
Invadida por um misto de sentimentos,
Que me quebram aos pedaços,
Não sei o porquê, que erro cometi,
Para que a noite me castigue assim,
Esta distancia real doi mais do que pensei,
Faz-me querer partir para um mundo irreal,
Aquele que um dia conheci, mas...
Apenas consigo entrar eu,
E a eternidade é demasiado longa
Para que consiga suportar tanta ausencia,
Mas aqui que faço eu??
Só aprendi a magoar quem amo,
E as desculpas ficam para mim!!!
Não sou tão má assim...
Simplesmente não sei lidar com este mundo!!!
Medo
Tenho medo...
Sim medo!
Talvez o sinta pela primeira,
Em toda a minha vida,
É real, é de algo...
Do futuro que deixei de ver,
das certezas que deixei de ter,
E da verdade que tentei não ver,
Mas já não dá!
os nossos caminhos descruzam-se agora,
E eu tenho que deixar-te,
Soprar noutra noite,
desculpa meu vento perdido,
Esta noite já não é minha!
Sozinha

Há muito cansada caminho,
Procuro um abrigo escondido,
Deste mundo cruel,
Desta vida de mendigo perdido!
Esmola ninguém dá,
Como se um fantasma eu fosse,
Só queria um pouco de paz,
Mas não a tenho em minha posse!
Por isso há muito a procuro,
Nesse abrigo...sei que existe,
O mundo é demasiado grande,
Sozinha...porque partiste?
Porquê brisa da noite?
Preciso de ti ao meu lado,
Querias chegar primeiro?
Talvez já tenhas encontrado!
Foste mais um pilar que rebentou,
Agora apenas caminho com as pernas,
Sozinha, a vontade não ficou,
Até das asas já voaram as penas!
Quando amanhã os meus pedaços,
Alguém te entregar,
Lembra-te da morte solitária,
A que me foste condenar!
Foi-se...
Sempre lutei pelos meus sonhos,
Vendo neles o futuro desejado,
Agora...já nada vejo...
Não sei se eles se foram,
Ou se se foram as forças,
Abrigo-me no colo do vento,
Agarrada aos braças da noite,
Na esperança que uma estrela,
Me devolva o que se foi,
Pois no futuro nada vejo,
E sem nada nele ver,
Aqui sem nada continuarei!!!